“Plataformização e Inteligência Artificial no Jornalismo: práticas e reconfigurações” reúne investigadores de Portugal, Brasil e Espanha numa leitura integrada das transformações que reposicionam o jornalismo no espaço público contemporâneo.
A obra, publicada a 18 de março de 2026 pela Editora Labcom da Universidade da Beira Interior, nasce no âmbito do Congresso Internacional de Jornalismo para Dispositivos Móveis e Inteligência Artificial.
Distribui-se por três partes e propõe uma leitura integrada do jornalismo num contexto marcado pela centralidade das plataformas digitais e pela incorporação progressiva da IA no consumo de informação.
Parte I – Inteligência Artificial no Jornalismo
A primeira parte analisa as implicações da IA na atividade jornalística, desde a produção automatizada de conteúdos até às questões éticas e editoriais que daí decorrem.
- Da opacidade burocrática à transparência inteligente — Estudo sobre o projeto CitiLink, que aplica modelos de Processamento de Linguagem Natural ao conteúdo de atas municipais de seis municípios portugueses.
- IA como “leitora” do jornalismo — Reflexão sobre as possibilidades e os riscos da incorporação de ferramentas de IA como leitoras de conteúdo jornalístico.
- IA generativa e o jornalismo sem repórteres: o caso NewsGPT — Estudo de caso sobre o portal NewsGPT, que analisa a produção noticiosa integralmente automatizada.
- O novo ecossistema mediático: políticas de veículos brasileiros sobre IA generativa — Análise das diretrizes editoriais de grandes meios de comunicação brasileiros como O Globo, Estadão, G1 e Folha de S. Paulo.
- A intersecção entre IA e Metaverso como catalisador da inovação jornalística para a Geração Alfa — Exploração da convergência entre IA generativa e metaverso com foco em novos públicos.
- Jornalismo plataformizado e produção de notícias com o ChatGPT: análise dos Termos de Uso da OpenAI — Análise crítica dos Termos de Uso da OpenAI e os limites éticos do seu uso profissional no jornalismo.
Parte II – Plataformização e Webjornalismo
A segunda parte centra-se nas transformações do webjornalismo e no modo como as plataformas digitais reconfiguram práticas e formatos editoriais.
- Três décadas da grande reportagem na web — Leitura histórica da evolução da grande reportagem nos contextos português e brasileiro.
- Jornalismo digital no TikTok: veículos independentes brasileiros — Análise da presença e atuação dos meios associados à AJOR (Associação de Jornalismo Digital) no TikTok.
- Carnaval tecnológico: a cobertura do G1 no Instagram — Estudo sobre a cobertura jornalística do Carnaval brasileiro pelo portal G1 no Instagram.
- Jornalismo televisivo nas redes sociais: hibridação e convergência — Análise da migração do jornalismo televisivo para o Instagram, a partir do caso da GloboNews.
- Plataformizar o telejornal: a narrativa do JN sobre a posse de Trump na plataforma X — Observação das adaptações narrativas do Jornal Nacional na plataforma X.
- Jornalismo e saberes locais: grupos de WhatsApp com apoio de IA — Análise de grupos de WhatsApp enquanto espaços de experimentação jornalística.
Parte III – Literacia Mediática
A terceira parte posiciona a literacia mediática como dimensão estruturante do jornalismo contemporâneo, abordando a necessidade de capacitação face à IA e à desinformação.
- Como estamos de literac(IA)? — Reflexão sobre o papel dos media na promoção da literacia em IA.
- Telejornalismo e literacia mediática: matriz analítica para o contexto multiplataforma — Proposta de uma matriz para avaliar a literacia mediática no contexto do telejornalismo multiplataforma.
- Muito além da checagem de factos: alfabetização mediática e informacional contra a desinformação no Norte e Sul globais — Estudo comparativo sobre estratégias de combate à desinformação em diferentes contextos geopolíticos.
Consulte o documento na íntegra abaixo e aceda a mais informação no site do LabCom.
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