A Assembleia da República acaba de lançar a edição de 2026 do Prémio “Mário Soares, Liberdade e Democracia”, iniciativa que visa reconhecer trabalhos que promovam a liberdade, a democracia e a justiça social, com candidaturas abertas até 15 de julho.
A segunda edição do Prémio “Mário Soares, Liberdade e Democracia” reafirma o objetivo de distinguir iniciativas e trabalhos que contribuam para a formação da opinião pública em respeito pelos valores democráticos.
Instituído pela Resolução da Assembleia da República n.º 5/2025, o galardão homenageia o legado de Mário Soares, incentivando a produção de conteúdos informativos, científicos, jornalísticos e culturais orientados para uma sociedade plural e livre.
Podem concorrer organizações não-governamentais, bem como autores individuais ou coletivos, portugueses ou estrangeiros, com trabalhos nas áreas literária, histórica, científica, académica, jornalística, televisiva ou radiofónica.
Valor do prémio e cerimónia de entrega
O prémio inclui a atribuição de um diploma e um montante pecuniário de 25.000 euros. A entrega terá lugar em cerimónia pública na Assembleia da República, preferencialmente no dia 7 de dezembro, data de nascimento de Mário Soares.
Critérios de elegibilidade
Serão considerados trabalhos:
- Redigidos em língua portuguesa;
- Ainda não premiados;
- Que promovam o pensamento livre, a diversidade de opiniões e os valores democráticos.
Cada candidatura deve corresponder a um único trabalho ou relato de atividade, sendo permitido um máximo de três candidaturas por participante.
As candidaturas devem ser submetidas até 15 de julho de 2026, por via eletrónica ou postal, dirigidas ao Presidente da Assembleia da República, acompanhadas de uma sinopse com limite de 4000 caracteres.
Processo de seleção
A avaliação das candidaturas será conduzida por um júri multidisciplinar que integra representantes dos grupos parlamentares, da Fundação Mário Soares | Maria Barroso, da academia e do setor jornalístico.
A proposta de atribuição do prémio será apresentada até 30 de outubro de 2026, cabendo a decisão final ao Presidente da Assembleia da República até 15 de novembro. A decisão é definitiva e não admite recurso.
Composição do júri
O júri da edição de 2026 é presidido pela Deputada Paula Cardoso (PSD) e inclui deputados de todos os grupos parlamentares, bem como especialistas indicados por instituições académicas e entidades do setor da comunicação social.
Edição de 2025
Na edição de 2025, o prémio foi atribuído à jornalista Sofia Craveiro, pela série de artigos “Arquivos de Media — Memória sem garantia de preservação“, resultado de um trabalho de investigação desenvolvido ao longo de dois anos.
Consulte todas as informações aqui.
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