A Google junta-se a outras tecnológicas na adesão ao Código de Conduta europeu para a inteligência artificial, alertando para riscos à competitividade e inovação na Europa.
A Google confirma adesão ao Código de Conduta para modelos de IA de uso geral da União Europeia, um instrumento voluntário que visa ajudar as empresas a cumprirem o regulamento pioneiro da UE em matéria de inteligência artificial — o AI Act.
A confirmação foi feita esta quarta-feira, dia 30 de julho, através de uma publicação oficial assinada por Kent Walker, Presidente de Assuntos Globais da Google.
Embora apoie o espírito do AI Act, a tecnológica expressa preocupações quanto ao impacto potencial nas ambições europeias de liderança tecnológica.
Para que serve o Código de Conduta?
Desenvolvido por 13 peritos independentes, o Código de Conduta para a Inteligência Artificial de Uso Geral procura oferecer segurança jurídica às empresas que operam com sistemas de IA. Entre os compromissos previstos, inclui-se a obrigação de fornecer resumos sobre os conteúdos usados para treinar modelos de IA e de respeitar a legislação europeia em matéria de direitos de autor.
Google destaca potencial económico com ressalva à inovação
Segundo a Google, a rápida implementação de tecnologias de IA poderá representar uma oportunidade económica significativa para a Europa:
“A Europa poderá beneficiar substancialmente, com um potencial aumento económico de 8% (1,4 biliões de euros) por ano até 2034” (…) “Continuamos preocupados que o AI Act e o Código da UE possam abrandar o desenvolvimento e a implementação da IA na Europa”.
Adesões e reservas no setor tecnológico
A Microsoft manifestou igualmente a sua intenção de assinar o Código, conforme avançado por Brad Smith, presidente da empresa. Já a Meta optou por não aderir, apontando incertezas legais que afetam os desenvolvedores de modelos de IA.
O Código de Conduta da UE para a IA insere-se na estratégia da União Europeia para estabelecer normas globais no uso responsável da inteligência artificial — numa altura em que os Estados Unidos e a China dominam grande parte do setor.
Leia mais na agência Reuters e no blog da Google.

