Exposição no Instituto Pernambuco do Porto e no Arquivo Distrital de Évora destaca o papel do jornal mais antigo em circulação em língua portuguesa nas relações históricas e culturais entre Portugal e Brasil.
O Diario de Pernambuco celebra o seu bicentenário com uma exposição patente no Instituto Pernambuco do Porto, entre 27 de fevereiro e 27 de março.
A iniciativa, intitulada “Bicentenário da Imprensa de Língua Portuguesa: Memória e Cultura“, apresenta a trajetória histórica do periódico e evidencia o seu papel como elo cultural e informativo nas relações luso-brasileiras.
Marcos da Independência do Brasil em destaque
A narrativa expositiva estrutura-se em torno de três momentos históricos ligados às comemorações da Independência do Brasil, evidenciando a cobertura jornalística realizada pelo periódico ao longo do tempo.
50 anos da Independência (1872)
O primeiro núcleo aborda as celebrações dos 50 anos da Independência do Brasil, em 1872, destacando a visita de Dom Pedro II ao norte de Portugal. A exposição recorda as passagens do imperador pelo Porto e por Braga, bem como as referências publicadas em jornais da época, como o Diario de Pernambuco e o Comércio do Porto.
Os registos documentais evocam ainda visitas a locais emblemáticos da cidade do Porto, como a Igreja da Lapa e o Palácio de Cristal, num contexto que assinala também os 200 anos do nascimento do imperador brasileiro.
100 anos da Independência (1922)
Outro módulo recorda o centenário da Independência, em 1922, centrando-se na primeira travessia aérea do Atlântico Sul realizada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
A exposição destaca a mobilização da imprensa para apoiar a missão, incluindo a subscrição pública promovida pelo Diario de Pernambuco e pelo Diário de Notícias com o objetivo de financiar o último hidroavião utilizado na travessia histórica.
150 anos da Independência (1972)
O terceiro núcleo incide sobre as comemorações dos 150 anos da Independência, em 1972, abordando a trasladação dos restos mortais de Dom Pedro I do Brasil — também conhecido como Dom Pedro IV de Portugal — para o Brasil.
O módulo sublinha o simbolismo da permanência do coração do monarca na cidade do Porto, bem como o significado da deslocação do relicário do coração para o Brasil nas celebrações do bicentenário da Independência, em 2022.




Programação inclui extensão em Évora
No âmbito das celebrações do bicentenário do jornal, a programação prevê ainda uma nova abertura da exposição a 12 de março no Arquivo Distrital de Évora, ampliando a presença da mostra em território português.

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