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Mais do que debater o futuro da imprensa, o Dia Nacional da Imprensa foi um encontro de pessoas

Hoje às 11:24

O Dia Nacional da Imprensa 2026 foi também uma oportunidade para reforçar relações, partilhar experiências e aproximar profissionais da comunicação social de diferentes regiões do país. O jantar de encerramento, realizado no Palacete Gomes Freire, em Lisboa, prolongou o espírito de diálogo e cooperação que marcou a iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Há encontros que se fazem de debates, discursos e reflexões. Mas há também momentos que se constroem através das conversas informais, dos reencontros e das relações entre pessoas que partilham os mesmos desafios profissionais.

Foi também essa a dimensão do Dia Nacional da Imprensa 2026, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa (API), a 16 de outubro, no Palacete Gomes Freire, em Lisboa, sob o tema “Confiança, Inovação e Sustentabilidade no Jornalismo”.

Para além das intervenções institucionais, do debate sobre o futuro dos media portugueses e da entrega dos Prémios API 2026, a iniciativa proporcionou momentos de convívio entre jornalistas, responsáveis editoriais, dirigentes de empresas de comunicação social e representantes de diferentes instituições ligadas ao setor.

Um espaço de encontro para quem faz a imprensa portuguesa

Num contexto em que os órgãos de comunicação social enfrentam desafios económicos, tecnológicos e profissionais cada vez mais exigentes, a oportunidade de reunir representantes de diferentes realidades editoriais assumiu particular importância.

A presença de profissionais da imprensa nacional, regional e local permitiu aproximar experiências distintas, mas frequentemente confrontadas com preocupações semelhantes: a sustentabilidade dos projetos, a valorização do jornalismo, a transformação digital e a necessidade de preservar a independência editorial.

Entre conversas e momentos de partilha, o encontro demonstrou que, para além das diferenças de dimensão, localização ou modelo de negócio, existe um conjunto de objetivos comuns que pode aproximar os vários intervenientes do setor.

Esta dimensão foi particularmente valorizada por Cláudia Maia, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, no balanço da iniciativa.

“Nós não somos, enquanto setor, muito unidos. Trabalhamos muito isoladamente e estes momentos fazem falta”, afirmou.

O convívio prolongou-se à mesa

Depois de um final de tarde dedicado à reflexão sobre o presente e o futuro da comunicação social, o jantar de encerramento proporcionou um ambiente mais informal de convívio e proximidade entre os participantes.

Longe do formato das intervenções e dos debates, foi uma oportunidade para prolongar conversas, reencontrar colegas e estabelecer contactos entre profissionais e representantes de diferentes órgãos de comunicação social.

Estes momentos constituem também uma componente importante da atividade associativa, ao criarem condições para o diálogo e para uma maior aproximação entre empresas e profissionais que, no quotidiano, desenvolvem grande parte do seu trabalho de forma independente.

Mais do que um momento social, o jantar representou, assim, uma continuidade do espírito de encontro e partilha que a API procurou promover ao longo do Dia Nacional da Imprensa.

Reforçar relações para construir o futuro

O papel da Associação Portuguesa de Imprensa passa também por criar oportunidades de encontro entre os diferentes protagonistas da comunicação social, promovendo o conhecimento mútuo, a cooperação e a reflexão conjunta sobre os desafios do setor.

Como destacou Cláudia Maia, “Todos queremos o mesmo, todos nós queremos o futuro e a sustentabilidade do setor. E hoje aconteceu isso, foi uma oportunidade única para termos toda a gente a falar a mesma língua”.

O Dia Nacional da Imprensa 2026 deixou, por isso, uma mensagem que ultrapassa os temas debatidos e as distinções atribuídas: o futuro do jornalismo constrói-se também através das relações humanas, da proximidade e da capacidade de trabalhar em conjunto.

Uma dimensão que ficou registada nas imagens de convívio, nos reencontros e nos momentos partilhados por quem, todos os dias, contribui para manter viva a imprensa portuguesa.

A Associação Portuguesa de Imprensa deixa ainda um agradecimento especial ao Palacete Gomes Freire, na pessoa do seu gestor, João Sousa Rego, pela amabilidade, disponibilidade e excelente acolhimento proporcionado ao longo de toda a iniciativa. O profissionalismo e a atenção dispensados pela equipa contribuíram para o sucesso do Dia Nacional da Imprensa 2026, proporcionando aos participantes um ambiente de proximidade e convívio num espaço de referência da cidade de Lisboa.