Skip to content

Notícias

APImprensa alerta que é urgente “modernizar e adaptar o setor”

22 de Janeiro de 2025

A Associação Portuguesa de Imprensa espera “consolidar avanços na digitalização e inovação do setor” em 2025, mas realça que o sucesso “depende de apoio governamental contínuo e políticas que promovam a sustentabilidade“.

Sem a “intervenção adequada”, Cláudia Maia, presidente da APImprensa, antecipa que “a escassez de publicações poderá agravar-se, particularmente em regiões onde a informação local já é insuficiente”.

A sustentabilidade financeira do setor continua em risco devido à queda nas receitas publicitárias e ao aumento dos custos de produção, pelo que a APImprensa tem promovido junto do poder político “um conjunto de medidas de apoio ao setor”.

o atual Governo também “já deu sinais de que pretende apoiar a imprensa“, refere, nomeadamente com o Plano de Ação para a Comunicação Social, que “responde a muitas das propostas que têm vindo a ser feitas pela associação”, como o aumento do porte pago, os apoios à modernização tecnológica ou a publicitação dos fundos europeus e das deliberações autárquicas na imprensa local e regional.

Estes apoios são essenciais para enfrentar o que a associação considera um contexto económico desfavorável, que ameaça a viabilidade de muitos editores e a qualidade da informação disponível para os cidadãos. No fundo, são essenciais para garantir que a imprensa continua a desempenhar um papel vital na democracia portuguesa“, diz Cláudia Maia que alerta, no entanto, que “falta concretizar estes incentivos“.

A APImprensa acredita que o setor dos media enfrenta desafios significativos em 2025, nomeadamente ao nível da evolução tecnológica e, em particular, com a inteligência artificial (IA). É nesse sentido que a associação destaca a “urgência de modernizar e adaptar o setor, uma vez que mais de um terço das publicações ainda não têm uma presença digital robusta“.

“Para se manterem competitivos e relevantes, os meios têm de investir em inovação tecnológica e fortalecer a sua presença digital, de forma a captar a atenção de públicos mais jovens e diversificadosA IA apresenta oportunidades para automatizar certas tarefas editoriais, como a curadoria de conteúdos e a personalização de notícias, ainda que coloque também desafios em termos de verificação de factos e combate à desinformação, que se intensifica com as tecnologias de IA generativa“, entende Cláudia Maia.

Neste sentido, além de continuar a trabalhar com o Governo na “discussão de medidas que ajudem a fortalecer a imprensa nacional”, a APImprensa vai trabalhar este ano na “expansão de parcerias com empresas tecnológicas que sirvam as necessidades dos editores e a formação digital dos seus membros, para aproveitarem melhor as ferramentas de IA e as tendências emergentes no consumo de informação”.