Setembro 2021

Detectar “fake news” através de grupos de leigos

2021-09-03T11:46:41+00:00

Face às graves preocupações com a desinformação, as redes de comunicação social e as instituições noticiosas utilizam frequentemente verificadores de factos profissionais para separar o real do falso. Mas os verificadores de factos só conseguem avaliar uma pequena parte dos conteúdos que inundam as redes e a comunicação social. Um problema com a verificação de factos é que há demasiados conteúdos para os verificadores profissionais poderem cobrir, especialmente dentro de um prazo razoável. Um novo estudo realizado por investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla inglesa), nos Estados Unidos da América, sugere uma abordagem alternativa: As verificações provenientes de grupos de leitores não especializados podem ser virtualmente tão eficazes como o trabalho de verificadores de factos profissionais. No estudo agora publicado, com o título "Scaling up Fact-Checking Using the Wisdom of Crowds" (https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abf4393), publicado na revista Science Advances, foram examinadas mais de 200 notícias que os algoritmos [...]

Detectar “fake news” através de grupos de leigos2021-09-03T11:46:41+00:00

Agosto 2021

Fernão de Magalhães – O mar sem fim

2021-08-19T11:37:28+00:00

Por Ana Albuquerque (editora)   Está a comemorar-se o quinto centenário da viagem de Fernão de Magalhães à volta do Mundo, que revelou a imensidão desconhecida do nosso planeta. Este enorme legado do navegador português foi muito para lá da viagem (que ele não terminou) que, em si mesma, é considerada como uma das grandes epopeias da Humanidade. Isso mesmo é referido na obra intitulada “Fernão de Magalhães – O mar sem fim”, da autoria de Manuel Villas-Boas, publicado pela editora By the Book. Ao descobrir o estreito (batizado com o seu nome) que liga o Atlântico com o Pacífico, tornou possível a circum-navegação. Mas o cunho magalhânico perdura na designação de muito do que foi, então, avistado: temos os “Pinguins Magalhães”, as “Nuvens de Magalhães” e, na Micronésia, o Arquipélago de Magalhães. Na região de Mactan (ilha das Filipinas onde Magalhães foi morto pelos nativos) ainda se assinala a [...]

Fernão de Magalhães – O mar sem fim2021-08-19T11:37:28+00:00

Os Frutos Silvestres – perigos e prazeres!

2021-08-13T14:58:14+00:00

Hoje falamos de frutos silvestres, daqueles que abundam nos campos em atraentes cachos de cor vermelha, negra ou púrpura. Quem não se lembra, em miúdo, de apanhar amoras, framboesas ou morangos silvestres? No entanto, temos que ter atenção, pois nem todos os frutos silvestres são comestíveis. Alguns de aspeto mais apetecível são venenosos e até mesmo mortais. Façamos uma viagem por alguns que devemos evitar por completo, a começar pela beladona (Atropa belladonna L.). Todas as partes desta planta são perigosas, desde as bagas até às folhas. Cresce entre ruínas e em jardins abandonados e raramente é cultivada devido à sua elevada toxicidade. Os seus frutos são tóxicos, de cor verde no princípio do verão, passando a negro quando amadurecem (ver imagem). Os sintomas de envenenamento por beladona incluem taquicardia, pupilas dilatadas, alucinação, visão desfocada, garganta seca, entre outros. O evónimo-europeu (Euonymus europaeus L.), uma árvore ou arbusto alto de [...]

Os Frutos Silvestres – perigos e prazeres!2021-08-13T14:58:14+00:00

O Papel dos Zoos: Conservação

2021-08-07T20:50:09+00:00

A Biodiversidade é essencial para a vida no planeta Terra. Contudo, todos os dias centenas de espécies caminham para a extinção. As alterações na natureza provocadas pelo homem, nomeadamente a substituição de terrenos selvagens para urbanização ou cultivo aumentaram a um ritmo acelerado. O equilíbrio dos sistemas essenciais para a vida é interrompido e, embora a natureza tenha uma resiliência notável, não tem tempo suficiente para recuperar todas estas alterações. A Conservação da natureza é, portanto, mais importante do que nunca. A complexidade de envolver as pessoas na Preservação prende-se com um lema difícil de que apenas defendemos aquilo que nos é próximo e conhecemos. Um parque Zoológico consegue fazer este papel de aproximar o ser humano à natureza, dando as ferramentas sensoriais necessárias para que o homem se consciencialize e valorize a necessidade de existir vida à sua volta e, assim, perceba o seu papel na perpetuação das espécies, [...]

O Papel dos Zoos: Conservação2021-08-07T20:50:09+00:00

O Céu de Agosto de 2021

2021-08-02T14:07:32+00:00

A conjunção superior de Mercúrio, i.e., a presença deste planeta para além da posição do Sol na constelação do Caranguejo marca o início deste mês. No entanto mercúrio não permanecerá aí durante todo o mês. De facto, na madrugada de dia 19 este planeta será visto um décimo de grau abaixo de Marte, o planeta que por estes dias se situa ligeiramente à esquerda de Régulo, o coração da constelação do Leão No segundo dia do mês Saturno apresentar-se-á em oposição (i.e., na direção oposta à do Sol) e, portanto, mostrar-nos-á a sua face completamente iluminada. Pelo mesmo motivo nesta altura Saturno encontra-se mais próximo de nós. Dia 8 terá lugar a Lua Nova, não sendo possível observá-la por encontrar-se numa direção muito próxima da do Sol. Já entre os dias 10 e 11 iremos assistir à sua passagem junto aos planetas Marte e Vénus. Por estes dias o nosso [...]

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Julho 2021

Livros de ciência para o Verão

2021-07-30T13:21:35+00:00

O Verão é tempo de leitura. Sendo um bom tempo para ler qualquer género de literatura, venho recomendar, com breves comentários, alguns livros de divulgação científica saídos recentemente entre nós. A ordem é alfabética do apelido do autor. - Bernardo, Luís Miguel. Sobre As Causas do Atraso Científico Português. Uma digressão histórica. UMinho Editora. Livro de um físico e historiador de ciência, apresentado por mim recentemente em Braga, que disseca em pormenor as razões do nosso menor desenvolvimento. Está acessível gratuitamente na Net. - Carvalho, A. M. Galopim, As Pedras na Ciência e na Cultura. Âncora. Uma verdadeira enciclopédia de geologia da autoria do estimado decano dos divulgadores de ciência portugueses. - Cobb, Mathew. Uma História do Cérebro. O passado e o futuro da neurociência. Temas e Debates / Círculo de Leitores. Um ensaio, de um psicólogo e geneticista inglês, sobre a história das nossas ideias sobre cérebro, no qual [...]

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Identidade escondida no fundo do baú

2021-07-29T13:08:27+00:00

A quem é que tu sais? Quem de nós não ouviu essa pergunta ao longo da vida? A resposta imediata é: ao pai, à mãe ou a ninguém específico. Mas na verdade a maior curiosidade fica por detrás dessas três opções, pois quem somos é muito mais complexo do que aparentemente pode parecer. A identidade humana é um conceito, que além de profundamente estudado é muito difícil de definir. Se perguntássemos a alguém assim de repente, “quem és tu?”, provavelmente a resposta mais repentina girava a volta dos dados pessoais, incluídos no cartão de cidadão. Mas se quisermos ir mais longe do que diz o nosso documento de identificação, tínhamos de entrar nos subterrâneos do nosso “ ser” e fazer uma viagem no tempo para chegar a memórias antigas, lugares por vezes geograficamente distantes e mergulhar nas histórias dos nossos antepassados. Mas antes de irmos por aí, vale a pena [...]

Identidade escondida no fundo do baú2021-07-29T13:08:27+00:00

Um século de aeronáutica militar em Portugal

2021-07-28T11:14:21+00:00

Por Ana de Albuquerque (editora)   A curiosidade da vida terrena passa igualmente pela curiosidade da vida “no ar”. Sem melhor introdução, podemos afirmar que a Quinta da Granja do Marquês, que era uma Escola Agrícola, passou a ser a Escola Militar da Aviação nos inícios do séc. XX. Assim são os primórdios da Base Aérea nº 1, que comemorou os seus cem anos em 2020. É nesta localidade, em Sintra, onde se encontra o atual Museu do Ar, que nasce o “Berço da Aeronáutica Militar Portuguesa”. E é isso mesmo que Pedro Gonçalves Ventura descreve num livro intitulado “Granja do Marquês – dez décadas ao serviço da aeronáutica militar portuguesa 1920-2020”, repleto de fotografias da época e da atualidade, a par de um texto interessantíssimo, o que permite ao leitor voar pelas trezentas páginas com entusiasmo. É uma verdadeira epopeia que muitos desconhecem: «As primitivas instalações, ocupadas a 5 [...]

Um século de aeronáutica militar em Portugal2021-07-28T11:14:21+00:00

Acordar para viver ou acordar para trabalhar? – A propósito da semana de quatro dias de trabalho

2021-07-26T17:21:13+00:00

A conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal não é algo de novo, vem do tempo da industrialização. Há um efeito bi-direccional da vida pessoal e da vida profissional (ex.: faltar a uma reunião porque o filho está doente ou faltar ao aniversário do filho por causa de uma reunião). Mas a interferência da vida profissional na vida pessoal é superior. Daí que o que mais comprometa hoje um colaborador a uma empresa é saber que os líderes se preocupam com o seu bem-estar pessoal. Num teste feito na Islândia, entre 2015 e 2019, em que as pessoas trabalhavam apenas quatro dias por semana pelo mesmo salário, verificou-se em muitos casos um aumento da produtividade. Os trabalhadores sentiram uma diminuição do stress e risco de burnout, uma melhoria de saúde e de conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal, mais tempo para a família, hobbies e [...]

Acordar para viver ou acordar para trabalhar? – A propósito da semana de quatro dias de trabalho2021-07-26T17:21:13+00:00

Relacionarmo-nos e Explorar o Mundo

2021-07-15T16:42:45+00:00

Nascemos e começamos a relacionarmo-nos com aqueles que cuidam de nós. Somos dependentes dessas pessoas, precisamos delas para sobreviver, mas a nossa necessidade vai para além disso, precisamos da relação que vamos construindo com elas, do contacto, do afeto. Um estudo famoso na história da psicologia, realizado pelo psicólogo Harry Harlow (1905-1981), mostrou a importância da relação em outras espécies, especificamente nos macacos-rhesus. Harlow quis compreender se as crias precisavam apenas que as suas mães os alimentassem para não morrer, ou se precisavam de algo mais. Construiu duas figuras em arame que se assemelhavam a duas fêmeas adultas, uma era apenas uma armação de arame e a outra tinha a armação de arame forrada com tecido felpudo e macio. A mãe feita apenas com a armação de arame tinha comida e a outra não. Observou o comportamento de crias com estas duas mães: as crias iam ter com a mãe [...]

Relacionarmo-nos e Explorar o Mundo2021-07-15T16:42:45+00:00
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